Escola Livre de Cinema forma 66 jovens em audiovisual na Escola Estadual Odete Valadares, em Extrema
Foto: Jornal Mais Extrema
A primeira edição da Escola Livre de Cinema (ELC) em Extrema reúne 66 jovens da Escola Estadual Odete Valadares em formação audiovisual. Os estudantes aprendem a produzir roteiros, operar câmeras e editar vídeos, e conhecem o setor como alternativa profissional ligada à economia criativa.
O projeto é desenvolvido pela Associação Celebreiros de São José dos Campos, organização com mais de 30 anos de atuação na formação para o audiovisual por meio da educomunicação. Conta com investimento social da ID Logistics e parceria com o IDEBRA, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Nesta primeira fase, a iniciativa recebeu investimento de R$ 242 mil. O projeto foi estruturado com potencial de captação de até R$ 1,2 milhão, o que poderá permitir sua continuidade e expansão.
O percurso formativo inclui observação, pesquisa, elaboração de argumentos, roteirização, fotografia, captação de áudio e edição, para que os participantes conheçam as etapas de uma produção audiovisual.
Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontam mais de 78 mil empregos formais ligados ao audiovisual brasileiro, com remuneração média de R$ 6.468 mensais, acima da média nacional. Um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre a Lei Rouanet indica que cada R$ 1 investido em projetos culturais movimenta, em média, R$ 7,59 na economia.
A experiência em Extrema também serve de base para uma metodologia própria da Escola Livre de Cinema, com aprendizados e indicadores que poderão levar o modelo a novas escolas e territórios. Para os organizadores, cultura e educação juntas geram oportunidades, principalmente para estudantes que têm pouco contato com as profissões da indústria criativa.